• 05 SET 17
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    O papel do nutricionista no processo de emagrecimento

    O papel do nutricionista no processo de emagrecimento

    Um relatório conjunto da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e da Organização Pan-americana de Saúde (Opas) divulgado recentemente mostrou dados alarmantes sobre os índices de pessoas com sobrepeso no Brasil. De acordo com os dados, mais da metade da população brasileira está com sobrepeso e a obesidade já atinge 20% das pessoas adultas no país.

    Em 2010, 17,8% da população era obesa, em quatro anos esse índice chegou aos 20%, sendo maior entre as mulheres. Outro dado preocupante do relatório é o aumento do sobrepeso infantil. Estima-se que 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso.

    Se observarmos bem, a partir do final do século XX houve uma drástica mudança no estilo de vida da sociedade. A indústria alimentar, por exemplo, vem se destacando imensamente com o objetivo de facilitar a vida das pessoas que já não têm tempo disponível para preparar suas refeições.

    Contudo, os benefícios da vida moderna têm trazido inúmeros prejuízos à saúde da população. Em outras palavras, essas refeições rápidas, empacotadas nas prateleiras dos supermercados, têm um preço muito alto. Não se trata do valor das mercadorias, mas sim da enxurrada de problemas de saúde provenientes da má alimentação.

    Nesse cenário, muitas pessoas vêm buscando métodos rápidos para emagrecer, sem procurar ajuda especializada, o que muitas vezes acaba agravando ainda mais a situação. De acordo com a nutricionista da Clínica Adventista de Curitiba, Lislei Flores, o fácil acesso a conteúdos sobre o assunto acaba muitas vezes prejudicando. “O que está acontecendo agora, principalmente com a facilidade das informações nas redes sociais, é que muitas orientações sobre alimentação são difundidas. Muitas vezes por pessoas sem estudo necessário e sem habilitação para isso”, afirma.

    Segundo a nutricionista, é nesse ponto que surgem os perigos, que são as dietas milagrosas restritivas, muitas vezes pobres em nutrientes e criadas sem critérios. Elas acabam não trazendo o mais importante, a adequação da dieta para a pessoa em questão.

    É importante lembrar que apenas o fato de estar perdendo peso não significa saúde, é preciso que o paciente siga uma dieta personalizada, balanceada e rica em nutrientes e, para isso, é necessário acompanhamento de um profissional especializado.

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